Especialista ambiental, Cecilia Herzog diz que o futuro do planeta depende das cidades

Soluções para a extinção da biodiversersidade e infraestrutura verde são apontados pela especialista ambiental, Cecilia Herzog, como a melhor alternativa para requalificar espaços. A palestra ocorreu nesta segunda-feira (20) e abriu as comemorações dos 25 anos do curso de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Católica de Pelotas (UCPel) que prosseguem até sexta-feira (24). 
A fala de Cecilia teve como tema “Cidade para Todos: Construindo para o futuro no Presente”. A convidada destacou que a solução para reverter ou minimizar os impactos causados pelas evoluções geológicas, bem como os causados pela intervenção humana, pode ser encontrado na reestruturação das cidades. “As perspectivas são sombrias, muito ruins. O problema da questão é como as cidades devem se preparar para isso”, afirma.
 
Outro ponto abordado pela palestrante foi sobre a necessidade de se (re)aprender a conviver com a Natureza. De acordo com ela, as cidades têm um papel fundamental neste momento. “O livro foi uma forma que encontrei de fazer com que os conhecimentos que adquiri chegassem para mais pessoas. O convívio harmônico entre pessoas e natureza é um sonho que se tornou realidade para algumas cidades”, enfatiza a especializa em Preservação Ambiental das Cidades. 
 
Conforme explica Cecilia, uma das cidades que mais se aproximam desse convívio harmônico é a cidade de Seul, na Coréia do Sul, que desde o início dos anos 80 vem se revitalizando. “Equivalente ao tamanho da cidade de São Paulo, Seul parou de incentivar o uso de automóveis desmontando vias e grandes highway, introduzindo natureza por todos os lugares possíveis. Seul criou parques de todos os tamanhos para tratar água. Outro diferencial foi à criação de uma incrível rede de metrô”, explica. 
Opções para a cidade de Pelotas 
 
Visitando pela primeira vez a cidade de Pelotas, o que mais chamou a atenção de Cecilia foi o esgoto despejado em vias públicas e direto no Canal São Gonçalo. “O que presenciei foi algo extremamente assustador. O esgoto também pode ser utilizado como recurso e transferido em energia e adubo. Se existisse pontos de tratamento em Pelotas o índice de poluição de rios e lagos reduziria notavelmente”, afirma.
 
Nas palavras da especialista ambiental, outro retrocesso que Pelotas sofre é o uso de carvão para gerar energia elétrica. “Em uma cidade com sol praticamente o ano inteiro e com o privilégio de estar localizado próximo à costa – o que gera muito vento produzindo energia limpa – é inaceitável o uso do carvão. Os moradores pelotenses estão indo contra a mão”, conclui.   
Programação para a Semana
Prossegue até sexta-feira (24), a Semana dos 25 anos do curso de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Católica de Pelotas (UCPel). Na quarta-feira (22), a partir das 14h15min, no Auditório Dom Antônio Zattera, acontece o Fórum Temático de Acessibilidade Arquitetônica e Urbanística. Na quinta-feira (23), às 18h30min, no saguão do Campus I, ocorrerá o descerramento da placa em comemoração aos 25 anos do curso e, logo após, egressos da graduação palestrarão sobre o perfil do arquiteto no mercado de trabalho. Na mesma ocasião, a arquiteta e urbanista Letícia Corrêa apresentará o tema “Intervenção Av. Bento Gonçalves”. 
 
Para finalizar a programação, na sexta-feira (24), às 20h, ocorrerá o jantar dos 25 anos no Clube Caixeral.
Redação: Alisson Lopes

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