Projeto da UCPel estimula educação patrimonial através de maquetes de papel

O patrimônio arquitetônico de Pelotas transformado em maquetes de papel. Com a ação, o curso de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Católica de Pelotas (UCPel) pretende disseminar conhecimento e despertar interesse da população na história e cultura do município.
Através do Programa de Extensão Apoio às Práticas Patrimoniais, o projeto Pelotas de Papel surgiu com a proposta de educação patrimonial, conforme conta a coordenadora do Programa, professora Daniele Luckow. “Com a montagem das maquetes as pessoas percebem outras características dos prédios e valorizam mais”, diz.
As maquetes são desenvolvidas a partir da modelagem digital do patrimônio arquitetônico de Pelotas. Para isso, os alunos utilizam a técnica da fotogrametria, na qual as informações e proporções dos prédios são obtidas por fotos. “A modelagem é feita sobre a foto e depois aplicamos a textura nas faces do modelo”, explica o professor responsável, Ricardo Mendez.
Após a modelagem, feita na disciplina de Gráfica Digital II, os acadêmicos da extensão planificam os modelos para as maquetes aplicadas nas ações do Projeto. A primeira foi realizada no Dia do Patrimônio 2018, em agosto. Na atividade, alunos da rede municipal de educação montaram três prédios: as Pompas Fúnebres, as Casas Gêmeas e o Museu do Doce.
Na avaliação da acadêmica do 6° semestre e integrante do Programa de Extensão, Iasmin Fuad Khattab Hassan, a primeira atividade do Projeto enriqueceu a todos os participantes. “Houve uma grande troca de cultura entre quem foi conhecer os casarões. A história e cultura de Pelotas devem ser abordadas sempre”, destaca.
Em setembro, o Projeto irá participar da Semana do Turismo, entre os dias 22 e 30, em parceria com um aplicativo sobre o patrimônio de Pelotas que está em desenvolvimento. O grupo produziu modelos de prédios do entorno da Praça Coronel Pedro Osório e da Catedral Metropolitana São Francisco de Paula que poderão ser visualizados em realidade aumentada através da nova ferramenta.
Segundo Mendez, o objetivo é tornar o acesso ao patrimônio ainda mais lúdico, com tarefas via aplicativo, por exemplo. Além disso, as maquetes de papel pretendem ser associadas nas atividades. “Vamos colocar o recurso que já temos em paralelo com a possibilidade da visualização virtual, então será um reforço para o aplicativo”, pontua. A ação em conjunto pretende ocorrer também na Feira do Livro, em novembro.
O Programa de Extensão Apoio às Práticas Patrimoniais atua em outras duas linhas. Através de disciplinas do 7° semestre, auxilia em levantamentos arquitetônicos realizados pelos estudantes. Além disso, em parceria com a Prefeitura Municipal de Pelotas desenvolve propostas de qualificação do patrimônio arquitetônico da cidade.
Redação: Piero Vicenzi

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